
Nosso Clichê
Claudia Leitte
“Nosso Clichê”: o romantismo explícito em pop urbano
A canção “Nosso Clichê” transforma “cafona” em afirmação afetiva. Ao assumir o “clichê” como valor, Claudia Leitte atualiza o romance tradicional com confiança contemporânea. No refrão — “Se amar saiu de moda eu sou cafona / Eu gosto mesmo é do nosso clichê” — ela reivindica o direito ao amor explícito e carinhoso, reforçado por “Tá no jeito, tá na fala / Tá no peito, tá na cara / Quem olhar pra mim já vê você”, que expõe um vínculo tão evidente que aparece no corpo e na linguagem. O arranjo eletropop coloca esse romantismo em som moderno, em sintonia com o álbum Especiarias (lançado em 3 de outubro de 2025), projeto que celebra a pluralidade de estilos e a brasilidade de Claudia, também refletida na capa com grafite colorido de Muricy — estética de rua para um sentimento clássico.
A narrativa avança com propostas diretas: do segredo à assunção pública (“E se o nosso segredo acabasse aqui”), do confronto aos comentários alheios (“Que se a gente calasse a língua do povo”) ao compromisso máximo (“… chegasse no altar”, “as duas alianças…”). “Só falta agora o amém” funciona em duplo sentido: pode ser a bênção literal do casamento e, ao mesmo tempo, o selo simbólico de que o amor se basta e dispensa aprovação social. A tese central é clara: “Quem ama não precisa se esconder”. Assim, o “nosso clichê” vira identidade — amar à moda antiga, com roupagem pop, leve e radiante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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