
Com Mais de 30
Cláudia
Ironia e rebeldia geracional em “Com Mais de 30” de Cláudia
A música “Com Mais de 30”, interpretada por Cláudia, utiliza a ironia já no verso que marcou a juventude contestadora dos anos 1970: “Não confie em ninguém com mais de trinta anos”. Essa frase, símbolo do espírito rebelde da época, questiona a autoridade dos mais velhos e ironiza a ideia de que maturidade e experiência são automaticamente confiáveis. O contexto histórico é fundamental: jovens buscavam autonomia e desconfiavam das estruturas tradicionais, como professores e diretores, que na letra aparecem como figuras que tentam impor conselhos e controlar a vida dos outros, sempre “com mais de trinta” de idade, dinheiro ou poder.
A canção também critica a superficialidade dos valores adultos, como em “mais de trinta ternos” ou “mais de trinta vestidos”, mostrando que status e posses não garantem integridade. Ao mesmo tempo, há espaço para autocrítica e reflexão, como em “Eu meço a vida nas coisas que eu faço / E nas coisas que eu sonho e não faço”, revelando uma busca pessoal por sentido e autoconhecimento. O verso “Sou prisioneiro do ar poluído” traz uma crítica social, ligando a insatisfação individual ao ambiente coletivo. Por fim, a repetição de “Não confie em ninguém” reforça a desconfiança generalizada, mas também sugere um convite à autonomia e à criação de um “novo mundo na fumaça”, onde cada um pode construir seu próprio caminho, livre das imposições das gerações anteriores.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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