
1, 2, 3 de Oliveira Quatro
Claudio Agá
Preconceito e exclusão social em “1, 2, 3 de Oliveira Quatro”
A música “1, 2, 3 de Oliveira Quatro”, de Claudio Agá, utiliza o humor do título para abordar temas sérios como exclusão social e preconceito. O nome inusitado do personagem principal, fruto do analfabetismo ou da embriaguez do pai, vai além da piada: ele simboliza as dificuldades enfrentadas por quem nasce em condições de vulnerabilidade, especialmente no sertão. A letra mostra que, mesmo após conquistar estabilidade, o protagonista não consegue se livrar do estigma do nome. Para evitar constrangimento e discriminação, ele inventa outros nomes, como nos versos: “Quando se apresenta / Outro nome inventa / Pra não parecer / Um cidadão / Que não é sério / Um Zé-ninguém / Pé-de-chinelo”.
Claudio Agá constrói a narrativa com ironia e crítica, denunciando não só o preconceito social, mas também a burocracia e a violência policial. A busca do personagem por respeito e identidade é central: ao conseguir mudar o nome para José, ele sente “mais autoestima” e passa a sorrir mais. No entanto, a tragédia se revela quando, mesmo com o novo nome, ele é vítima da brutalidade policial. O refrão final, “Foi fuzilado / Não só um tiro / Um, dois, três, quatro”, retoma o nome original de forma amarga, transformando a piada em denúncia sobre a violência sofrida por pessoas negras e pobres no Brasil. Assim, a música vai além do humor e expõe, de forma clara e crítica, as marcas do preconceito estrutural e da exclusão social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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