Eight Seconds of Fire
Cláudio Fontenelle
Aço frio e a densa névoa da manhã
Contando as cicatrizes no meu pulso cansado
Quinhentas repetições só para sentir as iscas
Construindo um corpo que aguente o esforço
A arena está chamando, mas o silêncio é longo
Encontrando o ritmo onde antes eu estava errado
São oito segundos de fogo, uma vida inteira de garra
Não olhar para trás depois que o pavio foi aceso
Segure a buzina, através da poeira e do cinza
Uma dança de guerreiro no fim do dia
Em cada lesão, em cada queda
O sangue e o suor me fazem ficar de pé
O sangue e o suor me fazem ficar de pé de pé
A poeira sobe, o mundo para de girar
No lombo do bicho, não dá pra vacilar
Sinto o músculo gritando, a alma no lugar
O medo se esconde pra coragem passar
Oito segundos ou a eternidade
É a minha vida, é a minha verdade
Cada segundo é uma batalha
O suor é o meu batismo, caindo através da escuridão
Encontrando meu ritmo
São oito segundos de fogo, uma vida inteira de garra
Não olhar para trás depois que o pavio foi aceso
Segure a buzina, através da poeira e do cinza
A dança de um guerreiro no fim do dia
Em cada lesão, em cada queda
O sangue e o suor me fazem ficar de pé
O sangue e o suor me fazem ficar de pé de pé
Oito segundos e a vida continua
Cowboy, oito segundos



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