
Não Vadeia
Clementina de Jesus
Crítica social e liberdade no samba em “Não Vadeia”
A música “Não Vadeia”, de Clementina de Jesus, faz uma crítica direta ao chamado progresso da humanidade. Enquanto avanços como a energia nuclear e a chegada do homem à Lua são celebrados, questões básicas como a fome e a poluição continuam sem solução. O trecho “Energia nuclear / O homem subiu à lua / É o que se ouve falar / Mas a fome continua” destaca esse contraste, mostrando como as prioridades sociais estão distorcidas. A comparação entre o preço do feijão e o da gasolina reforça a crítica à desigualdade e à inversão de valores provocadas pelo desenvolvimento econômico.
O refrão “Não vadeia, Clementina, fui feita pra vadiar” é uma resposta irônica às tentativas de controlar a liberdade individual, especialmente no universo do samba. Aqui, “vadiar” significa viver o samba de forma livre e espontânea, celebrando a cultura popular e resistindo à opressão. Clementina de Jesus, reconhecida por sua autenticidade e ligação com as raízes do samba, representa essa resistência e orgulho cultural. No final, a música questiona a moralidade da sociedade dita civilizada, como em “Mas tem muito diplomado / Que é pior do que selvagem”, mostrando que títulos e diplomas não garantem humanidade. Assim, “Não Vadeia” une crítica social e celebração da liberdade, usando o samba como símbolo de resistência e autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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