
Canto II
Clementina de Jesus
Ancestralidade e resistência em “Canto II” de Clementina de Jesus
Em “Canto II”, Clementina de Jesus utiliza expressões como “muriquinho piquinino” e “parente de quiçamba na cacunda” para destacar a musicalidade e a influência do idioma africano na tradição oral brasileira. Essas palavras, muitas de origem africana ou ligadas ao cotidiano dos escravizados, reforçam o papel da música como ferramenta de preservação cultural. A canção faz parte de um álbum que registra cantos ancestrais dos negros benguelas de São João da Chapada, em Diamantina, evidenciando o compromisso de Clementina com a memória coletiva e a ancestralidade afro-brasileira.
A referência ao “quilombo do dumbá” conecta a letra à resistência e à busca por liberdade, já que os quilombos eram comunidades formadas por escravizados fugitivos. O verso “purugunta aonde vai, ô parente, pro quilombo do dumbá” funciona como um chamado à união e à fuga, simbolizando o movimento coletivo em direção à liberdade. O refrão “chora, chora gongo” expressa tanto o sofrimento quanto a esperança e a força do grupo, pois o gongo é um instrumento de percussão usado para comunicação e celebração nas culturas africanas. Ao interpretar essa canção, Clementina de Jesus transmite a dor, a resistência e a vitalidade das tradições afro-brasileiras, transformando a música em um testemunho vivo da história e da luta do povo negro no Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Clementina de Jesus e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: