
Marinheiro Só
Clementina de Jesus
Solidão e ancestralidade em "Marinheiro Só" de Clementina de Jesus
Em "Marinheiro Só", Clementina de Jesus explora a solidão e o sentimento de deslocamento vividos por quem depende do mar. A repetição do verso "Marinheiro só" destaca a solidão do personagem, comum entre marinheiros e pescadores que precisam se afastar de suas origens e de quem amam. O trecho "Eu não sou daqui / Eu não tenho amor / Eu sou da Bahia / De São Salvador" reforça o tema do desenraizamento e da saudade, elementos frequentes nas músicas folclóricas do Norte e Nordeste, especialmente nas festas populares como as Marujadas. Ao citar a Bahia e Salvador, a canção também valoriza a identidade e o orgulho das raízes afro-brasileiras.
A interpretação de Clementina de Jesus, com sua voz marcante e referências à cultura afro-brasileira, aproxima a música de tradições como o jongo, a capoeira e os cânticos religiosos. O verso "Ô, quem te ensinou a nadar / Ou foi o tombo do navio / Ou foi o balanço do mar" funciona como uma metáfora para o aprendizado pela adversidade: muitas vezes, é a dificuldade que ensina a sobreviver. Dessa forma, "Marinheiro Só" vai além de uma simples cantiga, tornando-se um símbolo de resistência, adaptação e celebração das raízes culturais brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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