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LetraSignificado

    Conservadorismo e isolamento em “Os Povos” do Clube da Esquina

    Em “Os Povos”, do Clube da Esquina, a letra utiliza imagens como “aldeia morta”, “portão de ferro” e “cadeado” para criticar o isolamento e a estagnação causados pelo conservadorismo, especialmente durante a ditadura militar brasileira. Márcio Borges constrói a canção a partir de memórias e símbolos de fechamento, mostrando uma sociedade que rejeita o novo e se apega ao passado, como nos versos “Meu povo, meu povo / Não quis saber do que é novo, nunca mais”. Essa recusa ao diferente é apresentada como uma espécie de morte coletiva, uma paralisia que transforma a cidade em uma “aldeia morta”.

    O tom melancólico da música é reforçado pela solidão e resignação presentes em versos como “A gente aprende a viver só” e “A gente aprende a morrer só”. Elementos do cotidiano, como “anel de ouro” e “aniversário”, aparecem em contraste com a frieza dos portões trancados e das multidões apáticas, sugerindo que até os momentos de afeto são marcados pelo distanciamento. A expressão “cordilheira de sonhos que a noite apagou” simboliza as esperanças sufocadas pelo medo e pelo autoritarismo, reforçando o sentimento de perda e a dificuldade de renovação. Assim, “Os Povos” traz uma reflexão sobre o preço do conformismo e da intolerância, transmitindo uma emoção densa e um apelo sutil à abertura para o novo.

    Composição: Márcio Borges / Milton Nascimento. Essa informação está errada? Nos avise.

    O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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