
Ao Que Vai Nascer
Clube da Esquina
Esperança e resistência em "Ao Que Vai Nascer" do Clube da Esquina
"Ao Que Vai Nascer", do Clube da Esquina, traz uma crítica sutil ao otimismo oficial do Brasil durante a ditadura militar, especialmente ao slogan do governo Médici sobre o "país do futuro". A letra aborda a esperança e a frustração diante do que está por vir, refletindo o clima de repressão e incerteza da época. O verso “Respostas virão do tempo / Um rosto claro e sereno me diz” expressa uma confiança resignada de que o futuro trará esclarecimentos, mas também revela a angústia de quem espera por mudanças em meio à censura e à falta de liberdade. Originalmente, a canção fazia referência direta ao slogan do regime, mas foi adaptada para evitar problemas com a censura.
A música também fala sobre o envelhecimento e a passagem do tempo, como em “Responde por mim o corpo / De rugas que um dia a dor indicou”, relacionando o desgaste físico à dor coletiva de um país que aguarda dias melhores. A imagem de “caminho com pedras na mão” pode ser entendida tanto como o peso das dificuldades pessoais quanto como símbolo de resistência diante dos obstáculos impostos pelo regime. O trecho “Raspando as cores para o mofo aparecer” reforça o desencanto: ao tentar revelar a verdade por trás das aparências, o que surge é o desgaste e a decepção. Mesmo assim, a repetição de “corro a te encontrar” no final aponta para uma esperança persistente, o desejo de reencontrar a alegria ou um futuro mais promissor, apesar das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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