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Memória e saudade em “Dos Cruces” do Clube da Esquina

Em “Dos Cruces”, do Clube da Esquina, a imagem das “duas cruzes cravadas no monte do esquecimento” é fundamental para transmitir a dor e a saudade que marcam a canção. Essa metáfora representa não só o fim de um amor, mas também as marcas profundas que ficam em ambos os amantes, como lembranças que não se apagam. O cenário de Sevilha, citado nos versos com a “lunita plateada” (pequena lua prateada), o bairro de Santa Cruz e a Plaza de Doña Elvira, reforça o clima nostálgico, trazendo à tona lugares que foram palco de momentos felizes e que agora só existem na memória.

A canção foi composta por Carmelo Larrea, inspirada por experiências pessoais de saudade e deslocamento. Na versão do Clube da Esquina, Milton Nascimento opta por uma interpretação mais lenta e intensa, o que acentua o sentimento de separação definitiva. A letra fala de um amor “sin pecado” (sem pecado), puro, mas interrompido pelo destino, deixando promessas e sonhos “en el aire” (no ar). O refrão repetido destaca a impossibilidade de reconciliação e o peso do esquecimento. A melodia e a interpretação de Nascimento ampliam a melancolia, transformando a música em um lamento universal sobre amores que não resistiram ao tempo e às circunstâncias.

Composição: Carmelo Larrea Carricarte. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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