
Pelo Amor de Deus
Clube da Esquina
Fragmentos de memória e espanto em “Pelo Amor de Deus”
“Pelo Amor de Deus”, do Clube da Esquina, destaca-se por transformar situações cotidianas em cenas carregadas de estranheza e emoção. Imagens como “fotos de uma velha festa” sendo roídas por um rato e a recusa de “um prato de ouro e um copo de vinho” trazem à tona a passagem do tempo, a fragilidade das lembranças e uma crítica à ostentação. O uso repetido da expressão “pelo amor de Deus” funciona como um grito de espanto, indignação ou súplica diante do absurdo e da beleza inesperada da vida.
O contexto do álbum “Clube da Esquina” e a sonoridade experimental, marcada pelo piano elétrico Rhodes, reforçam o clima de psicodelia e ruptura com o convencional. Cada verso se apresenta como um fragmento de memória ou devaneio, misturando nostalgia e surpresa. A referência ao “velho Chaplin” sugere uma valorização do simples e do autêntico, em contraste com o luxo superficial. No trecho final, a descrição da nudez de uma companheira à beira-mar une sensualidade e contemplação, exaltando a beleza do instante presente. Assim, a música constrói um mosaico de sensações e reflexões, onde o espanto diante do mundo é nostálgico e profundamente humano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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