
Saídas E Bandeiras Nº 2
Clube da Esquina
Reflexão sobre liberdade e resistência em “Saídas e Bandeiras Nº2”
Em “Saídas e Bandeiras Nº2”, do Clube da Esquina, a escolha do título já traz uma crítica ao contexto político do Brasil durante a ditadura militar. Ao inverter o termo histórico “Entradas e Bandeiras” para “Saídas e Bandeiras”, a música sugere não a exploração e conquista do território, mas sim a necessidade de fuga e busca por liberdade diante da repressão. Esse olhar é reforçado pela repetição da pergunta: “O que vocês fariam pra sair dessa maré?”, que expressa a urgência e o sentimento coletivo de inquietação vividos por artistas e intelectuais perseguidos na época.
A letra mistura imagens de fuga e renovação, como em “subir novas montanhas diamantes procurar” e “beber minhas cervejas numa ilha com minha mulher”. Esses versos representam tanto o desejo de recomeçar quanto a busca por uma vida mais simples e autêntica, longe da opressão. O processo de transformação descrito na música – do sonho para a terra, da terra para a pedra, da pedra para o corpo e, por fim, da pedra para o homem – simboliza amadurecimento e resistência. No trecho final, “O que era pedra vira homem / E um homem é mais sólido que a maré”, a canção destaca a força do indivíduo diante das adversidades, mostrando que, mesmo em tempos difíceis, é possível encontrar esperança e firmeza na própria humanidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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