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Ojos Verdes

Concha Piquer

Desejo e obsessão em “Ojos Verdes” de Concha Piquer

A música “Ojos Verdes”, interpretada por Concha Piquer, tem origem em um contexto de marginalidade, evidenciado pela referência ao “quicio de la mansebía” (porta do bordel). Esse cenário sugere um ambiente de desejo proibido, que foi suavizado em versões posteriores devido à censura. O encontro entre a narradora e o homem de olhos verdes começa com o pedido de “candela” (fogo), funcionando como metáfora para o início de uma paixão intensa e passageira. O fogo simboliza tanto o desejo sexual quanto a chama de uma conexão arrebatadora, mas breve.

A repetição da imagem dos “ojos verdes” — comparados ao manjericão, ao trigo verde e ao limão verde — reforça o fascínio quase hipnótico que esses olhos exercem sobre a narradora. O verde, cor marcante na cultura andaluza e na poesia de Lorca, representa juventude, esperança, desejo e também perigo, como sugerido pelo verso “brillo de facas que se han clavaíto en mi corazón” (brilho de facas que se cravaram no meu coração). Após a noite de paixão, resta apenas o gosto de “menta y canela” (hortelã e canela) e a ausência definitiva do amante. Os olhos verdes se tornam uma obsessão, eclipsando tudo: “Pa mi ya no hay soles, luseros ni luna, no hay más que unos ojos que mi vía son” (Para mim já não há sóis, estrelas nem lua, não há mais que uns olhos que são minha vida). Assim, a música retrata o impacto devastador de um amor impossível, marcado pela intensidade do desejo e pela impossibilidade de permanência.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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