
Rajada
Consciência Humana
Violência e resistência nas ruas em "Rajada" do Consciência Humana
A música "Rajada", do Consciência Humana, retrata de forma direta a realidade de medo e violência vivida nas periferias de São Paulo. O som dos tiros, representado pelo verso “RA-TA-TA-TÁ”, aparece como símbolo da ameaça constante que marca o cotidiano dos moradores. O título faz referência explícita aos disparos de arma de fogo, mas também serve como metáfora para a brutalidade e a imprevisibilidade dos acontecimentos nas quebradas, onde tudo pode mudar de repente. O grupo utiliza essa imagem para denunciar a violência sistêmica e a opressão policial, temas centrais do álbum "Entre a Adolescência e o Crime".
A letra descreve uma noite comum que rapidamente se transforma em tragédia, mostrando como a presença de "justiceiros ou policiais" é vista como ameaça mortal, independentemente de quem sejam as vítimas. O trecho “Sem prova acusados de marginais; Os capitães-do-mato andam por toda São Paulo” faz uma ligação entre a violência policial atual e a herança histórica de repressão, sugerindo que a perseguição aos pobres e negros é uma continuidade do passado escravocrata. A música também critica a seletividade da justiça e da polícia – “Se for playboy passa batido; Mas se for favelado você ta fudido” –, escancarando o preconceito estrutural. Ao repetir o refrão “Rajada, rajada, RA-TA-TA-TÁ; Cuidado que essa bala pode te matar”, o grupo reforça o clima de alerta constante e a necessidade de união e resistência da comunidade diante do massacre cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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