
Tá Na Hora
Consciência Humana
Violência policial e resistência em “Tá Na Hora”
A música “Tá Na Hora”, do Consciência Humana, faz um retrato direto e contundente da violência policial nas periferias de São Paulo. Ao mencionar nomes como Pé de Pato, Cabo Bruno e Conte Lopes, figuras reais ligadas à repressão violenta, a letra mostra que está baseada em fatos concretos e conhecidos da população local. A referência ao assassinato de jovens como RDS, MOL e CGP, todos menores de 18 anos e de cor parda, reforça a denúncia da brutalidade policial e do esquecimento dessas vítimas pela sociedade, como expresso em “por muitos foi esquecido, talvez menos por nós”.
A canção expõe a dura realidade das favelas, onde a violência, a fome e a falta de oportunidades levam crianças a perderem a infância e se envolverem com o crime. O verso “as crianças não são mais crianças são drogados; não brincam mais de pega-pega” destaca essa perda precoce da inocência. O refrão “Com a paz sempre sonhei, paz, paz nunca mais” resume o sentimento de desesperança diante de um ciclo de violência aparentemente sem fim. Apesar disso, a música também sugere resistência e esperança, como em “mostraremos para os que estão vivos; que existem tantas coisas boas que ainda se pode fazer”. Ao relatar casos como o assassinato de Renato Cocorã, a letra reforça que, para muitos, basta “ser preto ou pobre suspeito” para se tornar alvo da repressão. “Tá Na Hora” é um chamado à memória, à justiça e à luta por visibilidade das vítimas da violência nas periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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