
Navio Negreiro
Consciência Humana
A herança da escravidão em “Navio Negreiro” do Consciência Humana
Em “Navio Negreiro”, o grupo Consciência Humana utiliza a repetição do verso “Navio negreiro de Angola chegou; Tem tanto negro, negro nagô; Preto velho foi amarrado; Num porão sujo jogado; Não resistindo ele cantou” para resgatar a memória da escravidão no Brasil. Essa escolha faz referência direta ao poema “O Navio Negreiro”, de Castro Alves, e reforça a denúncia das condições desumanas impostas aos africanos trazidos à força. O termo “negro nagô” destaca a ancestralidade iorubá, ressaltando a importância das raízes africanas na identidade negra brasileira.
A música estabelece uma ligação clara entre o passado e o presente, mostrando que, mesmo após a abolição, a população negra ainda enfrenta desafios semelhantes. Versos como “Nossos motivos para lutar ainda são os mesmos; Sobrevivência à população negra” e “Muitos assistem a tudo de braços cruzados; Até parece que não é um preto prejudicado” evidenciam a permanência do racismo estrutural e da exclusão social. Ao abordar temas como violência policial, discriminação e marginalização dos jovens negros, a letra denuncia que as marcas da escravidão ainda estão presentes nas injustiças atuais. Assim, a canção convoca à resistência, à mobilização e à valorização da cultura negra como formas de enfrentamento e afirmação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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