
D'Água
Consuelo de Paula
Conexão ancestral e espiritualidade em "D'Água"
A música "D'Água", de Consuelo de Paula, explora como a vivência na natureza pode se transformar em uma celebração da ancestralidade e da espiritualidade. Logo no início, versos como “água em meus olhos / tenho um mar dentro de mim” surgem a partir do mergulho de João Arruda em uma cachoeira, mas vão além do relato pessoal. A água é apresentada como símbolo das emoções profundas, da capacidade de amar e de se renovar. Quando a letra diz “cada gota que escorre / é um novo rio”, reforça a ideia de que cada emoção ou lágrima representa um recomeço, mostrando a água como fonte de vida e transformação.
A canção também se destaca pelas referências à cultura afro-brasileira e indígena, citando termos como “pajé”, “guiné”, “Oxum”, “toré” e “catupé”. Ao mencionar Oxum, orixá das águas doces, e elementos de rituais tradicionais, a música conecta o indivíduo à coletividade e à força da natureza. O refrão “ora yeyê ô, oxum” reforça essa reverência, enquanto imagens como “flora em meus olhos” e “cada brilho que explode / é um novo rio” ampliam a ideia de transformação e continuidade. Dessa forma, "D'Água" propõe uma reflexão sobre a ligação entre sentimentos, natureza e herança cultural, valorizando o respeito pelas águas e pelas raízes ancestrais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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