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Mudanças e saudade no sertão em “Meu Sertão”

A música “Meu Sertão”, de Contramestre Barata, aborda de forma direta a transformação do sertão diante da modernização. A letra destaca situações como o vaqueiro que troca o cavalo pela moto e as fazendas que cedem espaço para estradas, mostrando como elementos tradicionais estão sendo substituídos por símbolos modernos. Esse contraste é apresentado em tom de conversa, o que aproxima o ouvinte e reforça a crítica à perda das raízes culturais e à descaracterização do modo de vida sertanejo. O sentimento de nostalgia aparece em versos como “Onde era grande a fartura, aí meu Deus / Eu não vejo nada plantado”, expressando saudade de um tempo em que a terra era produtiva e a vida rural mais autêntica.

A música utiliza expressões regionais, como “colega véio”, e cita figuras típicas do sertão, como o vaqueiro e o cantador Seu Zequinha, para criar um clima de pertencimento e proximidade com esse universo em transformação. Contramestre Barata, conhecido por seu envolvimento com a capoeira angola, usa a canção para valorizar a cultura sertaneja e denunciar o impacto negativo da modernização sobre a identidade local. No final, o verso “Viva Deus do céu!” mistura lamento, resignação e um apelo espiritual, sugerindo que, diante das mudanças inevitáveis, resta confiar em algo maior. Assim, “Meu Sertão” funciona como um registro afetivo e uma crítica sensível à chamada evolução que apaga memórias e costumes.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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