
Foguete De Reis (ou A Guerra)
Cordel Do Fogo Encantado
Festa e resistência no sertão em “Foguete De Reis (ou A Guerra)”
“Foguete De Reis (ou A Guerra)”, do Cordel Do Fogo Encantado, explora a tensão entre celebração e conflito, característica marcante da cultura nordestina. O título já antecipa essa dualidade: “foguete” remete tanto aos fogos das festas populares do sertão quanto à ideia de explosão e luta, enquanto “Reis” faz referência ao Reisado das Caraíbas, manifestação tradicional que mistura religiosidade e folclore, e à realeza simbólica dos personagens sertanejos.
A letra mistura elementos do sertão e de sua religiosidade, como em “O medo de lampião” e “As dores de Iemanjá”. Lampião, figura histórica do cangaço, representa o medo e a resistência do povo sertanejo, enquanto Iemanjá, divindade das religiões afro-brasileiras, simboliza proteção e sofrimento. Essa fusão de referências mostra a riqueza cultural do Nordeste. Nos versos “haja guerra e haja guerra / haja guerra no ar”, a música reforça a ideia de que a luta faz parte do cotidiano, mas também há espaço para esperança, como em “No peito de quem tá vivo / Salva / Eu quero ver rodar / A planta que vingará”. O final, com “Boa noite senhor e senhora / Eu cheguei agora / Me preste atenção / Nesse mundo de fogo e de guerra / O santo da terra / Tem calo na mão”, destaca a força e a fé do povo, que celebra a vida mesmo diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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