
A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente
Corinthians
Dualidade e misticismo em "A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente"
"A Saliva do Santo e o Veneno da Serpente", do Corinthians, explora a dualidade do tabaco ao usar a lenda do árabe Antão como metáfora central. Na história, Antão transforma o veneno da serpente em semente com a saliva do santo, simbolizando como algo perigoso pode ser ressignificado. O verso “Eu transformo em semente / É o tabaco em plantação” reforça essa ideia, mostrando o tabaco como elemento que transita entre o remédio e o veneno, o prazer e o risco.
A letra mistura referências religiosas e culturais, como “Saravá” e a menção a São Jorge, padroeiro do Corinthians, evidenciando o sincretismo do samba-enredo. O tabaco aparece em diferentes contextos: da elite parisiense aos terreiros de iá iá na Bahia, mostrando sua presença tanto em ambientes sofisticados quanto populares e religiosos. O trecho “Acende a chama / No terreiro de iá iá / É a força da magia” destaca o papel do tabaco em rituais afro-brasileiros, enquanto “Saravá, saravá / Salve o santo guerreiro” celebra a proteção espiritual, especialmente significativa para a torcida corinthiana.
A música também traz um alerta sobre os riscos do tabaco, como em “Mais não abuse / Que faz mal pro coração”, e aborda a liberdade e a efemeridade dos prazeres em “O que embaça se perdeu virou fumaça / Liberdade pra você”. Assim, a canção equilibra celebração, crítica e misticismo, refletindo a complexidade do tema e a riqueza das tradições populares e religiosas brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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