Bonde Camarão
Cornélio Pires
Choque cultural e humor em "Bonde Camarão" de Cornélio Pires
"Bonde Camarão", de Cornélio Pires, retrata com humor e crítica o impacto da modernização urbana sobre os caipiras que chegam a São Paulo no início do século XX. A música usa situações engraçadas e desconfortáveis dentro do bonde, como a viola quebrada, a moça sentando no colo e o padre abraçando um bigodudo, para mostrar o caos do transporte público e a dificuldade de adaptação do homem do campo à cidade grande. O uso do dialeto caipira, com expressões como "abriro" e "levô", reforça a autenticidade do olhar interiorano e torna a crítica social mais leve e divertida.
O termo "bonde camarão" faz referência aos bondes abertos e desconfortáveis da época, comparando-os a gaiolas e criticando a precariedade do transporte urbano. As cenas descritas, como o velho "cambeteando" e beijando uma velha, ou o padre "deu um abraço num bigodudo", são caricaturas que evidenciam o absurdo e a falta de privacidade nesses ambientes, além de brincar com os encontros inesperados e constrangedores da vida urbana. O verso final, "Eu vou m’imbora pra minha terra / Esta porquêra inda vira em guerra", expressa o desejo de voltar ao campo diante do caos da cidade e ironiza a tensão social crescente, sugerindo que a modernidade nem sempre traz benefícios para todos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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