Jorginho do Sertão
Cornélio Pires
Liberdade e humor caipira em "Jorginho do Sertão"
"Jorginho do Sertão", de Cornélio Pires, destaca-se por abordar, de forma leve e bem-humorada, a valorização da liberdade individual diante das pressões sociais. Na música, Jorginho recusa o casamento com qualquer uma das três filhas do patrão, mesmo sendo uma proposta vantajosa para a época. Cada pretendente tenta conquistá-lo com diferentes qualidades: a mais nova se apresenta como a mais bonita, a do meio faz drama e a mais velha ressalta sua disposição para o trabalho. Esses estereótipos são usados para criar situações engraçadas e aproximar a narrativa do cotidiano do interior.
O humor da canção aparece principalmente na reação de Jorginho, que, em vez de se sentir pressionado ou lisonjeado, simplesmente monta no cavalo e vai embora, preferindo manter sua independência. O verso final, “Eu num caso cum nenhuma”, resume essa escolha pela autonomia, reforçando o tom autêntico e descontraído típico da música caipira. Além disso, a canção faz uma crítica sutil às convenções do casamento arranjado, comuns no contexto rural da época, e valoriza características como honestidade e simplicidade. A despedida de Jorginho, que faz “a morenada chorar”, mostra que até decisões tomadas com leveza podem ter impacto emocional, trazendo uma camada de sensibilidade à narrativa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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