
Mel e Dendê
Costa a Costa
Contrastes culturais e afetivos em “Mel e Dendê” de Costa a Costa
O título “Mel e Dendê” de Costa a Costa carrega um forte simbolismo, unindo a doçura do mel à intensidade do dendê, ingredientes marcantes da culinária e da cultura baiana. Essa combinação funciona como metáfora para a complexidade das relações e da identidade nordestina, misturando suavidade e força. Quando Lívia Cruz canta “O seu tempero me deixou bolada, é um mel misturado com dendê”, ela traduz o impacto emocional do relacionamento, que provoca sentimentos contraditórios de prazer e sofrimento. O uso de expressões regionais, como “bolada” e “tempero”, reforça a ligação com o cotidiano do Nordeste e aproxima a música do público local.
A letra alterna entre a perspectiva feminina, que fala de entrega e decepção amorosa, e a masculina, que aborda a vida marginal e as dificuldades enfrentadas nas ruas. O verso “Os cana me quer em cana, não é no banco do réu! Eu vivo o drama, mais a minha flor não merece o féu” mostra o personagem masculino lidando com a pressão policial e a dureza do ambiente, mas reconhecendo o valor do afeto. A repetição do refrão por ambos sugere que, apesar das diferenças e desafios, existe uma conexão profunda, marcada por essa mistura de sentimentos e realidades. Assim, mel e dendê simbolizam as experiências vividas, os prazeres e dores do amor e da sobrevivência, compondo um retrato honesto da vida urbana nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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