
Sona
Costa Gold
Justiça e resistência nas ruas em "Sona" de Costa Gold
Em "Sona", Costa Gold inicia a música com uma referência a Xangô, orixá associado à justiça, conectando a espiritualidade afro-brasileira à luta cotidiana das periferias. Essa menção já indica o tom de enfrentamento diante das desigualdades sociais. O título "Sona", que pode ser entendido como "ouro" ou "sabedoria", funciona como uma metáfora para o que realmente tem valor para quem sobrevive à margem: experiência, resistência e conhecimento adquiridos no dia a dia.
A letra mistura relatos pessoais e críticas sociais, evidenciando o contraste entre o sonho de ascensão e a dura realidade das ruas. Trechos como “No hospital público a filha da puta faz mó cara feia pra atender meu vô” expõem o descaso do sistema público com a população mais vulnerável. Já o verso “Nunca fui crime, mas se cê quiser, nóis é do rap e o bagulho é bem louco” mostra que, mesmo sem envolvimento direto com o crime, o artista conhece essa realidade e usa o rap como forma de expressão e sobrevivência. Quando diz “Agora que eu tô no jogo, todos esses manos querem o ouro que eu ponho”, Costa Gold fala sobre o valor conquistado pelo trabalho no rap, enquanto “nós forja o sistema, lava dinheiro de show e fica suave” ironiza a criminalização do sucesso de quem veio de baixo. A repetição de “Tanto faz pra mim, se cê quer vim, pó vim viu? Que tem mil por mim, sim, até o fim, sangue frio” reforça a postura de resistência, confiança e lealdade diante dos desafios enfrentados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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