Exibições da letra 19

Estrada

Coy Rap

Letra

    Sozinho na estrada eu só vejo poeira
    Só eu e minha moto a noventa por hora
    Só quero ir embora e esquecer tudo isso
    E desaparecer, sem deixar resquícios

    Me prendi em vícios que me corromperam
    Desmoralizaram, pois eu me rendi
    Minhas virtudes se perderam
    Quando pelo mundo eu me destruí

    Não quero isso aqui, não
    Uma vida nova longe de todos
    Minhas cicatrizes clamam pelo novo
    A minha arrogância clama por distância

    A minha infância, passa na minha mente
    Como em um filme, só que no presente
    Doente da alma, ardente em traumas
    Que só se acalmam com o pai que da calma

    Não dá pra acostumar
    Com a vida póstuma
    Mas não vou espumar
    Só não vou consumar

    O erro que homem comete
    Vem na conta do bilhete
    Não vou ser marionete
    Mano, eu vou descer o cacete

    Em tudo que aqui me impede
    Vou dar conta sem macete
    Se a vida parar me pede
    Eu pulo do parapente

    Tento
    Enfrento
    E eu não paro porque

    Nessa estrada o caminho eu vou seguir
    Nada me para, o sentido é conseguir
    Fonte aqui dentro se renova e o vento bate
    Uma nova prova, outra luta, outro combate

    Na montanha eu me escondo
    E viro a noite compondo

    A minha vida eu to pondo
    Não sou um omisso
    Em cada linha propondo
    Não ser submisso

    A quem te quer chão
    E a visão do mundão
    Que só vai te jogar
    Num profundo abismo

    Um segundo em vão
    É a gota que seca
    E matar sua sede
    Poderia isso

    Eu vou rimando contra a chuva
    Mas ela cai como luva

    Pra me renovar
    Disso desprender
    Não vou me render
    Vou partir pra outra

    Eu quero vencer, uma nova guerra
    Pois no cerne, aqui se enterra
    Todos sentimentos do cêis que quiseram
    O meu mal e eles só fizeram

    Eu me acostumei com a batalha
    Sim, também busco a minha paz
    Mas não reclamo mais da navalha
    Eu to no mode solo voraz

    Na verdade
    Só respondo ao ataque
    Princípio da não agressão
    Tipo Ancap

    Mano que se foda
    Eu não preciso de conhaque
    Nem pagar uma de foda
    Usando cavanhaque

    Eu já cansei de rotular, já
    Vivi pra copular
    Mas eu saí da cópula, e eu vi
    A cegueira que na vida me meti

    Então chega disso aqui
    Na rota alternativa
    Alter-ego se livra
    E cai na realidade

    E se o tigre vier
    Eu vou bater no peito
    Fazer cara feia
    E partir pro abate

    Nessa estrada o caminho eu vou seguir
    Nada me para, o sentido é conseguir
    Fonte aqui dentro se renova e o vento bate
    Uma nova prova, outra luta, outro combate


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