
Doce Guerra
Cremilda Medina
Relação de amor e resistência em "Doce Guerra"
Em "Doce Guerra", Cremilda Medina explora a relação intensa e contraditória com Cabo Verde, seu país natal. A expressão "doce guerra" resume bem essa dualidade: o arquipélago é fonte de sofrimento e, ao mesmo tempo, de um amor profundo. Nos versos “nha dor más sublim” e “nha angústia, nha paixãu”, a artista mostra como o sentimento de pertencimento é atravessado por desafios, como o “klima ingratu” (clima ingrato), mas também por uma vontade inabalável de permanecer e lutar por esse lugar. Isso fica claro em trechos como “Ki vontadi ferre é po-u na nhas brasus / Gostu pa luta é po-u na nha petu”, que expressam orgulho e resistência diante das adversidades naturais e sociais de Cabo Verde.
A música também celebra a diversidade cultural e geográfica do país ao citar locais emblemáticos como “Sanjon na Piku”, “Ribera de Julion”, “Praia de Santa Maria”, “Val di Paul na Buavista” e “Mórna de nhu Eugénio na nho Saniklau”. Essas referências reforçam a conexão da artista com as raízes e tradições cabo-verdianas. O desejo de participar das festas, dançar batuke e vivenciar a morna revela a importância da memória coletiva e da saudade. Ao cantar “Stendê bos brasus, bo toma-m nha sangi / Bo rega bu txon, bo flurí”, Cremilda sugere uma relação simbiótica com a terra, desejando que sua energia ajude Cabo Verde a florescer para as próximas gerações. "Doce Guerra" é, assim, um retrato do amor resiliente de quem encontra sentido e beleza em sua terra, mesmo diante das dificuldades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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