
Galo Velho
Creone e Barrerito
Envelhecimento e respeito em "Galo Velho" de Creone e Barrerito
"Galo Velho", de Creone e Barrerito, utiliza humor e uma linguagem simples para abordar o envelhecimento e a sensação de ser deixado de lado com o tempo. A figura do "galo velho" simboliza não só a perda do vigor físico, mas também a mudança de papel social, especialmente no contexto rural, tema recorrente na música sertaneja. Nos versos “Eu já fui novo / Já fui pinto no terreiro / Hoje eu sou um galo velho / Tenho cinquenta janeiros”, o personagem reconhece, com leveza e graça, o tempo que passou e a perda de espaço entre os mais jovens. Isso fica ainda mais evidente em “Os pintinho não deixam mais / E chegar na canjiquinha” e “Só a vantagem que eu levo / É apanhar das galinhas”, mostrando a exclusão e as pequenas ironias do envelhecer.
O tom bem-humorado da letra suaviza a crítica à desvalorização dos mais velhos, especialmente quando o "galo" é motivo de piada por não cantar mais e ser considerado inútil: “Galo que não canta mais / Para nós não vale nada”. No entanto, a música traz uma resposta orgulhosa e cheia de significado ao afirmar: “Todos novos que existem / Dos velho veio a semente”. Essa frase reforça a importância da experiência e do legado dos mais velhos, lembrando que, apesar das limitações da idade, eles são a origem das novas gerações. Assim, "Galo Velho" equilibra humor e reflexão, usando a metáfora rural para falar de respeito, memória e pertencimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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