
4 da Manhã
Criolo
Resistência e esperança no cotidiano em “4 da Manhã”
“4 da Manhã”, de Criolo, retrata a rotina exaustiva de um trabalhador que, mesmo diante das dificuldades, encontra força para manter viva a tradição do carnaval. A letra transforma gestos simples, como “bordar a fantasia” e preparar o bloco, em símbolos de resistência e dignidade, mesmo quando o personagem “tomou café sem pão” e enfrenta “as contas a pagar”. Esse cenário reflete a realidade de muitos brasileiros, especialmente trabalhadores que, apesar das adversidades, mantêm a criatividade e a esperança por meio da cultura popular.
A repetição de frases como “fila pra pegar” e “senha pra rasgar” evidencia a rotina burocrática e cansativa, mas também mostra que, apesar dos obstáculos, o personagem não desiste de sonhar e se expressar. O verso “pois a alma pra lavar” reforça que o carnaval é mais do que uma festa: é um momento de purificação e alívio emocional. A música também pode ser interpretada como uma homenagem à mãe de Criolo, reconhecendo o sacrifício e a dedicação de tantas mulheres que enfrentam jornadas duplas para garantir alegria e dignidade à família. Ao mencionar o contraste com “um povo que não tem com o que se preocupar”, a letra destaca as desigualdades sociais e a luta das classes populares para manter suas tradições vivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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