
Casa De Papelão
Criolo
Desigualdade urbana e exclusão em “Casa De Papelão” de Criolo
Em “Casa De Papelão”, Criolo expõe de forma direta a precariedade da moradia enfrentada pelos mais vulneráveis nas grandes cidades. A imagem da casa feita de papelão simboliza a fragilidade e a falta de estrutura das vidas marcadas pela pobreza. Ao repetir “prédios vão se erguer / e o glamour vai colher / corpos na multidão”, o artista denuncia o contraste entre o crescimento imobiliário e o abandono das pessoas em situação de rua, mostrando como o progresso urbano muitas vezes ignora e descarta vidas humanas.
Criolo também aborda a solidão e o estigma dos usuários de crack, especialmente na região da Cracolândia, ao mencionar o cachimbo e o cão como únicos “amigos”. Em entrevista, ele destacou esse tema como central na música. Versos como “esquartejada a alma amarga, amassa lata / estoura pulmão” retratam o sofrimento físico e psicológico dos moradores de rua, vítimas do vício e da exclusão social. Já “esperança à míngua, torneira sem água / moeda? É religião que alicia” evidencia a ausência de políticas públicas e como a sobrevivência se torna um ato de fé distorcida. O uso da música pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro em uma cartilha sobre direitos humanos reforça a força do retrato social apresentado por Criolo, que convida à empatia e à reflexão sobre a dignidade negada a milhões de pessoas invisíveis diante do avanço do capital urbano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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