
Fermento Pra Massa
Criolo
Crítica social e cotidiano em “Fermento Pra Massa” de Criolo
Em “Fermento Pra Massa”, Criolo utiliza a padaria como metáfora para abordar questões sociais do cotidiano brasileiro. O pão murcho representa a precariedade enfrentada pelos trabalhadores, enquanto a ausência do padeiro, causada pela greve de ônibus, evidencia como a paralisação de um serviço essencial afeta toda a cidade. No trecho “A cidade tá toda travada / É greve de busão, tô de papo pro ar”, o artista mostra como a luta por direitos de uma categoria impacta a vida de todos, ressaltando a interdependência dos serviços urbanos.
Criolo também destaca a complexidade do sistema social ao citar personagens como “fiscal que é partideiro, motorista, bicheiro e DJ cobrador” e “quem desvia dinheiro e atrapalha o padeiro”. Ele expõe a convivência entre corrupção, informalidade e trabalho honesto. Ao afirmar “Eu que odeio tumulto / Não acho um insulto manifestação”, o rapper defende o direito à greve e à manifestação como formas legítimas de buscar melhorias. O refrão “Farinha e cachaça é fermento pra massa / Quem não tá no bolo disfarça a desgraça” faz um jogo de palavras com “massa” (povo e pão), sugerindo que a união popular é o motor das mudanças sociais, enquanto quem se exclui prefere ignorar os problemas. Por fim, o verso “Seu padeiro quer uma casa pra morar” humaniza o trabalhador, lembrando que por trás de cada serviço essencial existem pessoas com sonhos e necessidades básicas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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