
Yemanjá Chegou
Criolo
Fé e resistência periférica em "Yemanjá Chegou" de Criolo
Em "Yemanjá Chegou", Criolo utiliza a repetição do verso “Yemanjá chegou, menino-rei” como um mantra que simboliza resistência e esperança. Ao trazer Iemanjá, orixá das religiões afro-brasileiras, para o centro da narrativa, o artista conecta a fé ancestral à luta diária das periferias. A presença de Iemanjá representa proteção espiritual diante da violência, do descaso e da opressão enfrentados por essas comunidades. O termo “menino-rei” faz referência à juventude negra periférica, destacando tanto o peso da exclusão social quanto a dignidade herdada de uma realeza ancestral.
A letra retrata de forma direta a rotina exaustiva dos trabalhadores das periferias, como nos versos “Às quatro da manhã lota uma van / Depois pegar um trem sentido Vietnã”, que ilustram jornadas longas e desumanas. Criolo também critica a desigualdade social e a idolatria das elites ao afirmar: “Mausoléu de ouro e prata pra aquele que rouba tudo / E vala comum ao povo do subúrbio”, evidenciando o contraste entre o luxo dos poderosos e o abandono dos mais pobres. Além disso, a música denuncia o racismo e a intolerância religiosa, especialmente ao dizer: “Quer falar mal dos pretos, lave a boca com pinho Sol”, valorizando a cultura afro-brasileira diante do preconceito. Assim, "Yemanjá Chegou" se consolida como um hino de denúncia social, reafirmando a importância da fé, da resistência e da identidade periférica.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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