
O Mar Não Tá Pra Peixe (part. Tribo da Periferia e 3umsó)
CTS Kamika-Z
Metáforas do cotidiano em "O Mar Não Tá Pra Peixe"
"O Mar Não Tá Pra Peixe (part. Tribo da Periferia e 3umsó)", de CTS Kamika-Z, destaca-se por transformar a realidade da periferia em um universo marítimo, usando gírias e metáforas para retratar o cotidiano tenso das quebradas. A música faz um paralelo entre o mar perigoso e a vida na periferia, onde a sobrevivência depende de esperteza e atenção constante. Termos como "peixe azul" (policiais), "piranhas" (mulheres interesseiras) e "traíra" (traidores) reforçam essa analogia, mostrando como cada personagem do bairro ganha uma identidade dentro desse mar simbólico. O refrão resume bem essa ideia: "periferia é mar, mais pra ser salva vida tem que saber nadar".
A letra expõe um ambiente hostil, marcado por conflitos, ameaças e a presença constante da polícia, como em "treta, tiro, treta" e "cardume de cagueta" (grupo de delatores). A malandragem aparece como uma estratégia de sobrevivência, e versos como "deixa os pacuzim passar e cata os traíra pra mim" mostram a importância de escolher bem as companhias e evitar quem pode causar problemas. Apesar do clima de tensão, há espaço para ostentação e desejo, evidenciado nas referências às "piranhas de biquini" e às "patrícia" que se aproximam de quem está em destaque. No geral, a música oferece um retrato direto e realista da vida nas periferias, mostrando que, nesse mar agitado, só sobrevive quem aprende a se adaptar e a se proteger.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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