
Se Essa Rua Fosse Minha
CTS Kamika-Z
Realidade da periferia em "Se Essa Rua Fosse Minha"
"Se Essa Rua Fosse Minha", do CTS Kamika-Z, subverte a cantiga infantil ao retratar de forma direta a dura realidade das periferias urbanas. A música transforma o desejo de ter controle sobre a rua em um símbolo da luta por dignidade e segurança em meio ao abandono. O verso “Eu comandava eu comandava o ratata” faz referência ao som de tiros, mostrando como o domínio do tráfico e das armas substitui a inocência do brincar. Termos como “os palhaço e as palhacinhas” e “os furado e as nave pra roletá” apontam para a presença de oportunistas, ostentação e carros, elementos que fazem parte do cotidiano das quebradas.
A letra evidencia que a rua não é mais um espaço de brincadeira, mas sim de conflitos, violência policial e descaso político, como em “Onde a polícia espanca e o político não dá a mínima”. O desejo de “botar ordem nessa porra” mistura justiça própria e as regras impostas pelo crime, com punições violentas para estupradores e delatores, refletindo a lógica dura das periferias. O trecho “Minha rua seria asfaltada, e não de terra” destaca o contraste entre o sonho de dignidade e a precariedade vivida. Ao repetir “Se essa rua fosse minha”, a música reforça a frustração de quem vive à margem, sem poder real sobre o próprio espaço, e denuncia a ausência do Estado e a violência entre moradores. A produção de Duckjay e o clipe gravado em Uberaba reforçam a autenticidade e a conexão da letra com a vivência concreta das periferias.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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