
Camello Patagónico
El Cuarteto de Nos
Surrealismo e identidade em "Camello Patagónico" do El Cuarteto de Nos
Em "Camello Patagónico", El Cuarteto de Nos utiliza a figura do camelo na Patagônia como símbolo de deslocamento e resistência. O animal, que não pertence àquele ambiente, representa quem sobrevive em condições adversas e foge do que seria considerado "normal". O vocalista Roberto Musso define a música como uma pintura surrealista, o que se reflete nas cenas absurdas e nas referências artísticas presentes na letra. Exemplos disso são menções como "a cantora careca" (referência ao teatro do absurdo de Ionesco) e "as duas Fridas" (inspiradas na dualidade e identidade da artista Frida Kahlo), que reforçam a busca por sentido em meio ao caos.
As imagens oníricas, como "pianos en llamas debajo del mar" (pianos em chamas debaixo do mar) e "pulpos que quieren apagar el fuego con gotas secas de rocío negro" (polvos que querem apagar o fogo com gotas secas de orvalho negro), criam um universo onde a lógica é subvertida. Essas cenas remetem ao absurdo existencial de obras como "Esperando Godot" (Beckett) e "Biblioteca de Babel" (Borges). O refrão repetitivo "algo anda mal" funciona como um mantra, reforçado pelos coros tribais, transmitindo uma sensação constante de inquietação e de que o mundo está fora do lugar, mesmo quando tudo parece normal. Ao misturar referências literárias, artísticas e imagens nonsense, a música convida o ouvinte a abraçar a estranheza e refletir sobre identidade e pertencimento em um cenário caótico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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