
Cara de Nada
El Cuarteto de Nos
Resistência e ironia social em “Cara de Nada” do El Cuarteto de Nos
Em “Cara de Nada”, El Cuarteto de Nos aborda a escolha de manter uma expressão neutra como forma de proteção diante das pressões sociais. A banda ironiza a expectativa de que todos sejam transparentes e expressem emoções, transformando a apatia em uma forma de resistência. O verso “No esperen nada de mí / Ni un rastro ni una señal” (“Não esperem nada de mim / Nem um rastro nem um sinal”) deixa claro que o protagonista não pretende ceder à curiosidade ou às cobranças dos outros. A referência à “póker face”, citando Lady Gaga, reforça a ideia de que manter uma expressão impassível é uma estratégia consciente para evitar julgamentos e manipulações, funcionando como um escudo contra o “sermón, fanático y controlador” (“sermão, fanático e controlador”) das pressões externas.
A letra também destaca como essa postura incomoda quem tenta invadir o espaço pessoal do protagonista: “Sé que les molesta no entrar en mi feudo más sagrado” (“Sei que incomoda vocês não entrarem no meu feudo mais sagrado”). O termo “feudo” sugere um território privado e inviolável, onde nem mesmo a leitura de pensamentos é permitida. O refrão repetitivo e o tom irônico, aliados à sonoridade punk e aos sintetizadores, reforçam o desafio à cobrança social. No fim, a “cara de nada” não representa apenas indiferença, mas uma resposta ativa à tentativa de controle e julgamento, convidando o ouvinte a refletir sobre os limites da exposição pessoal em um ambiente que exige conformidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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