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Invisível nas Ruas

Dado Ziul

Letra

    Na calçada fria, um homem desolado
    Era de Santa Maria, agora tá acabado
    Perdeu tudo que tinha, foi pro centro da cidade
    Santa Maria foi seu lar, agora é só saudade
    Os prédios imponentes, ele vê de longe
    A cidade avança, ele só se esconde
    O frio aperta, a fome é sua amiga
    No meio do caos, ele busca uma saída

    Ninguém vê, ninguém quer saber
    No meio do concreto, quem vai entender?
    Não é só um cão, é um ser humano
    Mas a cidade passa, indiferente, sem plano

    Largou o bairro, foi pra região central
    Esperança de dias melhores, agora é só o mal
    Os restos de comida são seu único abrigo
    Na selva de pedra, ele tá sem rumo, perdido
    O preconceito é constante, a cidade não abraça
    O desprezo é a moeda, e ele tá na ameaça
    A vida que ele conheceu, agora é apenas um sonho
    No meio das ruas, onde tudo é tristonho

    Ninguém vê, ninguém quer saber
    No meio do concreto, quem vai entender?
    Não é só um cão, é um ser humano
    Mas a cidade passa, indiferente, sem plano

    E se fosse você, na calçada fria
    No centro da cidade, com essa agonia?
    Promessas de mudança, só são palavras
    A rua é prisão, e a fome é cravada
    Ele pensa no passado, nos dias de paz
    Mas agora só resta a dor, o frio que não se desfaz
    A morte se aproxima, o final é visível
    Santa Maria é cruel, o destino é invisível

    O corpo já não aguenta, o frio é constante
    Cada dia é uma luta, um fardo angustiante
    Ele sabe que a rua não vai mais perdoar
    E Santa Maria, sua antiga casa, não vai mais se importar
    Pensou em seus sonhos, no que deixou pra trás
    Agora é só um corpo no meio dos demais
    A cidade continua, sem olhar pra trás
    Mais um invisível, que a vida não faz mais

    Ninguém vê, ninguém quer saber
    No meio do concreto, quem vai entender?
    Não é só um cão, é um ser humano
    Mas a cidade passa, indiferente, sem plano

    E assim ele caiu, sem ninguém pra chorar
    Na calçada da cidade, onde o desprezo vai ficar
    Mais um corpo no chão, mais uma vida que passou
    Santa Maria, a cidade, indiferente ao que restou

    Composição: Luiz Eduardo de Carvalho Costa. Essa informação está errada? Nos avise.
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