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Labirinto Sem Fim

Dado Ziul

Letra

    Onde começa? Onde termina?
    Só vejo passos, mas não vejo saída
    Cada curva é uma promessa vazia
    Será que a chave está perdida?

    Ouço passos que não são meus
    Sombras sussurram segredos que eu não entendo
    Relógios congelam, mas o tempo não para
    Cada porta que abro revela outra farsa

    Quadros sem moldura, desbotam memórias
    Pincéis de silêncio pintando histórias
    Paredes respiram, me prendem no agora
    E o chão dissolve cada vitória

    Quem acendeu a chama sem calor?
    Quem escreveu um livro sem autor?
    Sigo um reflexo que nunca termina
    Labirinto sem fim, sem rima

    Quem desenhou o céu sem estrelas?
    Quem apagou o Sol das janelas?
    Se o silêncio é tudo que espero
    Talvez eu carregue o mistério

    Vento gelado cortando as vértebras
    Um ciclo sem ponto, uma mente desértica
    Luzes piscam, disfarçam a escuridão
    Mas só enxergo neblina na visão

    Espelhos que refletem o que não sou
    Estilhaços no chão me mostram onde estou
    O peso nas costas é leve demais
    Quem carrega vazio nunca tem paz

    O mundo grita, mas o som não alcança
    A alma vaga, o corpo balança
    Pés em chamas, chão congelado
    Labirinto de vozes num silêncio gritado

    Perdido em linhas que se entrelaçam
    Mãos que tocam, mas não abraçam
    Chaves que giram em fechaduras sem porta
    Enigma sem lógica que me confronta

    Meu fôlego é fogo que se consome
    Correndo em círculos sem sobrenome
    O vento ri como se fosse eterno
    Me entrego ao escuro, abraço o inferno

    Quem desenhou o céu sem estrelas?
    Quem apagou o Sol das janelas?
    Se o silêncio é tudo que espero
    Talvez eu carregue o mistério

    Códigos escritos nas veias que pulsam
    A mente implode enquanto olhos expulsam
    Paisagens borradas por lágrimas secas
    Gritos afogados em águas quietas

    Na mente, risos que nunca existiram
    O peso de promessas que nunca me deram
    Desenho no ar as formas do vazio
    E abraço o caos enquanto sorrio

    Quem apagou o farol na tormenta?
    Quem me jogou nessa busca sedenta?
    Linhas que dançam no fim do papel
    Será que o céu também é cruel?

    Labirinto feito de frases truncadas
    Palavras sussurram, mas nunca são claras
    Uma bússola gira sem direção
    O Norte é um mito, só há confusão

    Carrego o peso do tempo que some
    Cicatrizes falam, mas ninguém responde
    Vejo sinais, mas o mapa é quebrado
    Cada escolha me deixa mais afastado

    Quem desenhou o céu sem estrelas?
    Quem apagou o Sol das janelas?
    Se o silêncio é tudo que espero
    Talvez eu carregue o mistério

    Os ventos me empurram contra as paredes
    Cada passo que dou, mais fundo eu me perco
    A luz no final? Um reflexo distorcido
    Um truque da mente, o destino invertido

    Se há uma saída, será que é real?
    Ou sou eu que me prendo num ciclo fatal?
    Lanço perguntas ao abismo que espera
    Mas só ouço respostas que ninguém revela

    Corro em círculos, mas nunca me movo
    Procuro o fim, mas o começo é novo
    Labirinto sem fim, talvez eu seja ele
    Talvez o fim esteja aqui

    Composição: Luiz Eduardo de Carvalho Costa. Essa informação está errada? Nos avise.

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