
Transações (part. Tagarela)
Dalsin
Hipocrisia social e resistência em "Transações (part. Tagarela)"
"Transações (part. Tagarela)", de Dalsin, aborda a sobrevivência nas periferias urbanas, usando uma linguagem direta e cheia de referências do cotidiano das ruas. A música destaca a hipocrisia social ao mostrar como a mídia condena a violência das periferias, mas ao mesmo tempo lucra com ela: "a TV abomina, mas patrocina". Além disso, critica a postura dos chamados "líderes da paz", que acabam sendo cúmplices em situações de violência, como em "responsa na chacina". Outro ponto importante é a crítica ao consumo de drogas pelas classes mais altas, que "financia o que a mamãe madama mais discrimina", evidenciando o contraste entre discriminação e responsabilidade social.
A letra utiliza imagens urbanas para mostrar o perigo constante e a necessidade de atenção, como em "ligeiro onde vai pisar que é pra não se arrastar" e "o asfalto molha lá fora, deixa a vida rolar". O termo "transações" vai além do comércio, representando também as trocas de experiências e escolhas que definem a vida de quem vive na periferia. Trechos como "ser zica e embaçado fez o neguin ser mil grau" mostram como o ambiente difícil molda a personalidade dos jovens, enquanto "ser ou não ser é a questão do momento" traz a dúvida existencial para o contexto da falta de oportunidades e violência. Dalsin e Tagarela reforçam que, para quem vive essa realidade, sobreviver é uma necessidade, e a resistência está em não se render, manter a sobriedade e transformar a vivência em denúncia social.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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