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Sertão De Jequié

Dalva de Oliveira

Saudade e raízes em “Sertão De Jequié” de Dalva de Oliveira

“Sertão De Jequié”, interpretada por Dalva de Oliveira, retrata de forma clara e nostálgica o sentimento de quem deixa o interior em busca de novas oportunidades na cidade grande. A letra destaca o contraste entre as novidades e belezas do Rio de Janeiro e o apego às origens. O refrão, repetido ao longo da música, reforça a ligação afetiva com o “ranchinho pobre” e o sertão de Jequié, mostrando que, apesar da curiosidade e do encanto pelo novo, o coração permanece preso à terra natal.

A canção utiliza imagens simples e cheias de afeto, como o “caboco” que fazia cafuné e beijava a boca, para transmitir a intimidade e o carinho deixados para trás. Mesmo diante das atrações urbanas — “morenas bem bonitas”, “cinema e muita fita”, “Corcovado” —, a comparação com o sertão é inevitável: “Mas nada é mais bonito que as ‘muié’ e a lua que ‘alumia’ meu sertão de Jequié”. Essa valorização das raízes reflete não só uma saudade pessoal, mas também um olhar carinhoso sobre a simplicidade e a beleza da vida rural. O contexto da vida de Dalva de Oliveira, marcada por mudanças e conflitos, pode ter influenciado a escolha desse tema, reforçando a ideia de que, diante das novidades e desafios, o desejo de retorno ao passado e ao afeto das origens se torna ainda mais forte.

Composição: Armando Cavalcanti. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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