
Dois Corações
Dalva de Oliveira
O amor ideal e a solidão em "Dois Corações" de Dalva de Oliveira
A música "Dois Corações", interpretada por Dalva de Oliveira, explora o contraste entre o sonho do amor verdadeiro e a solidão de quem ainda não o encontrou. O verso “Quando dois corações se amam de verdade / Não pode haver no mundo maior felicidade” destaca a crença na felicidade plena proporcionada pelo amor correspondido. Esse ideal ganha ainda mais significado ao se considerar o contexto pessoal de Dalva de Oliveira, marcada por seu relacionamento intenso e conturbado com Herivelto Martins, que inspirou a composição. Lançada em 1942, a canção reflete tanto o desejo de viver esse amor quanto a tristeza de quem observa essa felicidade de longe.
Na segunda parte da letra, o trecho “Eu sou o poeta que canta à Lua quarto-crescente / Sozinho, sem vida, descrente” aprofunda o sentimento de solidão e saudade. A imagem do poeta solitário, buscando na lua uma luz que não chega, reforça o vazio e a espera por um amor ainda não realizado. O “caramanchão vazio” simboliza o espaço reservado para o encontro amoroso, mas que permanece desocupado. O contexto histórico, com a parceria de Dalva e Francisco Alves e o pano de fundo do relacionamento de Dalva e Herivelto, traz autenticidade à emoção da música. Assim, "Dois Corações" não só celebra o amor, mas também revela a dor de sua ausência, tornando-se um retrato sensível das esperanças e frustrações de quem ama.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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