
Lencinho branco
Dalva de Oliveira
Memória e saudade em “Lencinho branco” de Dalva de Oliveira
Em “Lencinho branco”, Dalva de Oliveira transforma um simples lenço em um símbolo marcante de saudade e perda. O objeto, esquecido pelo amado, carrega não só a lembrança física do relacionamento, mas também as marcas emocionais de um amor que terminou. O verso “Manchado assim pelo carmim que / Tirei dos meus lábios quando te beijei” destaca como a mancha de batom no lenço é um vestígio concreto da intimidade vivida, agora reduzida a uma lembrança dolorosa. O lenço, que antes fazia parte de momentos felizes, passa a ser o elo entre o passado e o presente solitário da narradora, reforçando o clima nostálgico da canção.
A música explora a solidão e a dificuldade de superar a ausência, como mostra o trecho “Tudo agora é solidão, ele já não volta mais”. O lenço se torna o “fiel companheiro” da protagonista, em contraste com o abandono do amado. A cor branca do lenço, tradicionalmente associada à pureza e inocência, agora está manchada, simbolizando a desilusão e a esperança frustrada. A influência do tango argentino, presente na origem da canção, intensifica o tom dramático e sentimental. A interpretação emotiva de Dalva de Oliveira potencializa a dor da perda, tornando a experiência da saudade ainda mais real para quem ouve.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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