Exibições da letra 12

Veia Envenenada

Dani Flauzino

Letra

    Era manhã fria dum novembro
    O dia ensaiava um sereno
    E eu sentei-me no colo do país

    Amarrei o cordão do meu sapato
    Penteei o cabelo de mulato
    E assoei com o lenço, o meu nariz

    Encontrei um amigo no avião
    Com a voz embargada de tensão
    Que abriu para mim seu coração-menino

    Mestre Báu ví jogar a capoeira
    Um macaco a seguir, uma rasteira
    Mas depois eu segui a procissão

    Com os dedos das mãos estremecendo
    E o sono nos olhos me ardendo
    Eu sentia doída a solidão

    Entrei com o amigo no saguão
    Tinha a voz embargada de paixão
    E temia por seu coração-menino

    Veio a tarde comum e sertaneja
    Eu mamava o gargalho de cerveja
    E curtia a voz do Gonzagão

    Eu estava tão grogue de bebida
    Que estava ali despercebida
    A sombra da minha redenção

    A noite chegou fria e mansa
    Eu já via a morte de criança
    Deitado no colo do país

    Com a febre em mim debilitada
    A matar essa veia envenenada
    Que me faz ser assim tão infeliz

    Encontrei meu amigo no portão
    Com a voz embargada de emoção
    Deu adeus e levou consigo o coração-menino

    Composição: Daniel Flosino Lopes (Dani Flauzino). Essa informação está errada? Nos avise.

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