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Letra

    Eu inclinei os retrovisores para o centro
    Cem por cento, nunca, sempre teve um ponto cego
    Um pontinho no nó do meu aperto
    Que doía profundo no meu ego
    E aí eu torei sertão a dentro
    Pra saber do que eu era mesmo feito
    Se argila de barro bem vermelho
    Ou se cinza, concreto, meu coração

    E não teve um “o” de Brasil que eu não fosse
    Uma fresta, um buraco de tatu que eu não entrasse
    Pegada de onça que eu não seguisse
    Eu amolo na pedra minha navalha
    Sou um Santos, um Silva, um brasileiro
    Mais um pai de família na batalha
    O meu santo não falha: Ê guerreiro!
    Sertanejo é meu coração

    Eu já passei da validade
    Eu me confundo com essas pedras
    Cada dia amanheço menor
    Mas até o dia deu virar pó
    Muita vidraça ainda quebra

    E teve gente que teve tempo e vontade de andar espalhando por aí que eu tinha morrido
    Não fiquei aflito
    E respondi me mantendo ocupado
    Tem gente pra tudo meu amigo
    E pra tudo não dá o meu salário
    O meu tempo é o tempo do divino
    Se é de pressa: Eu pulo
    Se é de prece: Eu calo

    Eu já passei da validade
    Vejo em retalhos minha pele
    Cada dia amanheço menor
    Mas até o dia deu virar pó
    A minha rima ainda fere


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