Sempre Te Ter(parte 2)
Danilo e Fabinho
Luto e resistência na periferia em “Sempre Te Ter(parte 2)”
"Sempre Te Ter(parte 2)", de Danilo e Fabinho, aborda de forma direta o impacto do luto na periferia, mostrando como a perda de familiares e amigos próximos afeta profundamente a vida na comunidade. A letra mistura a dor pessoal com elementos do cotidiano, como o uso da "fita preta no braço" para simbolizar o luto coletivo, e referências à "missa dos falecido" e à "Aparecida, a de frente à praia", que conectam práticas religiosas e culturais à busca por consolo. O verso "Deus levou minha mãe e os manos de mim" expressa a impotência diante da morte, enquanto "Última reza pra fechar o caixão" e "Bateu a neurose, perda e depressão" traduzem o abalo emocional e a dificuldade de aceitar a perda.
A música também destaca a solidariedade da comunidade, como em "avisa os manos da comunidade que nóis já tamo tudo de luto", mostrando que a dor é compartilhada. Ao mesmo tempo, há uma tensão entre a busca por proteção e a revolta, evidenciada em "Os aliados não estão atoa / Tão tudo de fuzil, pistola e metralhadora", sugerindo que, diante da violência e da falta de justiça, a comunidade recorre à autoproteção. A repetição de "amigos meus" reforça a saudade e a importância dos laços afetivos, enquanto o pedido de proteção divina mostra a tentativa de encontrar esperança e força para seguir em frente, mesmo diante da realidade dura da periferia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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