A Flauta da Vida
Danilo Kuhn
A saudade e o silêncio em "A Flauta da Vida" de Danilo Kuhn
Em "A Flauta da Vida", Danilo Kuhn utiliza aves típicas do sul do Brasil, como sabiá, bem-te-vi, joão-de-barro, beija-flor e quero-queros, para criar uma forte ambientação regional e transmitir o impacto da ausência de alguém querido. Essas aves não aparecem apenas como elementos da natureza, mas funcionam como metáforas para o luto coletivo e o silêncio que se instala após a perda. Isso fica claro em versos como “O pago emudeceu / Calou-se o canto da vida!”, onde o silêncio das aves simboliza a interrupção da alegria e da harmonia que a pessoa trazia ao ambiente.
A expressão “flauta da vida” reforça a ideia de que a presença da pessoa era fonte de música e vitalidade, e sua partida deixou tudo em silêncio. O contexto da obra de Kuhn, que valoriza as tradições e a natureza do sul do Brasil, aparece na forma como a fauna local é integrada à narrativa emocional. Cada ave representa um aspecto da saudade: o sabiá que não canta mais, o bem-te-vi que parte, o joão-de-barro que abandona o lar, o beija-flor ferido e os quero-queros que buscam outros campos. Assim, a música conecta a dor pessoal à coletividade e à paisagem cultural da região, mostrando como a perda reverbera em todos os cantos do cotidiano rural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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