
Menstruação
De Leve
Tabus e ironia social em “Menstruação” de De Leve
Em “Menstruação”, De Leve utiliza humor ácido e metáforas culinárias para abordar um tema ainda cercado de tabus: o ciclo menstrual e suas implicações nas relações sexuais e sociais. A comparação entre sexo durante a menstruação e "galinha ao molho pardo" exemplifica o tom escancarado e debochado do artista, que não hesita em tratar de situações cotidianas de forma direta. Ele menciona detalhes como o uso de absorventes internos (“enxarca o OB”) e as mudanças de humor (“passou pela TPM, encara até PM”), mostrando tanto o desconforto feminino quanto as limitações enfrentadas pelos parceiros.
O tom leve e descontraído da música serve para desmistificar o assunto, expondo os constrangimentos e dificuldades de ambos os lados sem perder a naturalidade. Trechos como “não vale a pena é uma pena eu querendo virar e dormir e tendo que limpar até conseguir ficar branco” ilustram o incômodo prático do sexo durante a menstruação, enquanto “a gente carrega esse fardo” ironiza o peso social e físico do ciclo para as mulheres. Ao abordar temas como aborto clandestino (“agora só na clínica clandestina... 800 reais à vista, Citotec ou nasce o moleque”), De Leve insere uma crítica social importante, evidenciando as consequências da falta de diálogo aberto sobre sexualidade e proteção. Assim, a música mistura piada, crítica e realidade, usando o humor para provocar reflexão sobre temas íntimos e sociais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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