
Diz-me Só
Deau
Reflexão sobre perda e saudade em "Diz-me Só" de Deau
"Diz-me Só", de Deau, começa com um poema de Alexandre O'Neill, que já estabelece um clima de despedida marcada por dor e ternura juvenil. Essa introdução sugere que a perda retratada na música não é apenas um fim, mas também um momento de vulnerabilidade e autodescoberta. Deau utiliza a canção como uma espécie de conversa consigo mesmo, alternando entre confissão, lamento e uma busca por entender o passado. Isso fica claro em versos como: “Escondeste o passado e o futuro fugiu com o que existe entre nós”, que mostram a dificuldade de lidar com o que foi perdido e a sensação de que o tempo escapou.
O refrão, interpretado por Bezegol, reforça sentimentos de arrependimento e saudade. Frases como “Como eu gostaria de explicar agora o que na altura não sabia” e “Poder voltar atrás mas manter a cabeça fria” expressam o desejo de reconciliação e a frustração por não ter agido diferente quando ainda era possível. A metáfora de “guardar o tempo dentro de uma caixa de sapatos” representa a tentativa de preservar memórias, enquanto “solas de nuvens não dão para escombros” evidencia que sonhos e lembranças não são suficientes para reconstruir o que foi destruído. A menção ao “rebento” (filho) amplia a dor da perda, mostrando que não se trata apenas do presente, mas também de um futuro idealizado que não se concretizou. Assim, a música se apresenta como um retrato honesto da dor, do peso das escolhas e da esperança, mesmo que remota, de um reencontro ou de uma explicação que traga algum alívio.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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