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A Desigualdade

Dediro

Na rua estreita, a vida grita, mas ninguém quer ouvir
O mundo gira tão depressa, e a fome fica por vir
Criança pede um trocado, adulto finge que não vê
É mais fácil olhar pro lado do que encarar o porquê

A cidade veste ouro, mas pisa em chão de barro
Quem tem tudo segue ileso, quem tem pouco segue amargo
E a gente cresce achando que é normal sobreviver
Mas normal é ter direito, não lutar só pra viver

E eles passam com os olhos fechados
Como se nada estivesse errado
Mas a desigualdade tá aí
Gritando alto, pedindo pra existir
E a gente luta com o peito cansado
Mesmo ferido, ninguém é calado
Porque o futuro só vai florescer
Quando o problema alguém quiser ver

Se cada rosto tem uma história que você não quis saber
Como mudar esse país se ninguém quer se envolver?
Abrir os olhos não dói, mas a indiferença mata
E a esperança só renasce quando a voz do povo é exata

E eles passam com os olhos fechados
Como se nada estivesse errado
Mas a desigualdade tá aí
Gritando alto, pedindo pra existir
E a gente luta com o peito cansado
Mesmo ferido, ninguém é calado
Porque o futuro só vai florescer
Quando o problema alguém quiser ver

Composição: Jeferson (Jeff Black), Livingstone Leal, Sabrina Matos. Essa informação está errada? Nos avise.

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