Mais Um Amanhã
DEKAZI
Ciclo da violência e exclusão em “Mais Um Amanhã”
“Mais Um Amanhã”, da banda DEKAZI, aborda de forma direta como a violência e o crime se tornam parte de um ciclo difícil de romper em comunidades marginalizadas. A música destaca que o criminoso retratado não é apenas um indivíduo, mas representa um padrão que se repete: “Porque se o antigo chefe caiu pela manhã / Então já nasceu outro em mais um amanhã”. Esse trecho mostra que, mesmo com a queda de um líder, o ambiente social faz com que outro ocupe seu lugar, reforçando a ideia de repetição e a falta de esperança de mudança real.
A letra utiliza gírias e expressões das periferias brasileiras, como “gambé” (policial), para dar autenticidade ao retrato social. O protagonista é alguém que cresceu sem oportunidades e foi exposto à violência desde cedo, tornando-se “um anjo do mal que vaga sempre na terra”. A busca por respeito e poder aparece como resposta à exclusão social, evidenciada em versos como: “Era chamado na favela de negro vagabundo / Quando ele passa, abaixam a cabeça, ficam mudos”. A música não romantiza o crime, mostrando o preço pago por esse caminho: a constante ameaça de morte e a solidão, mesmo diante de riqueza e fama ilícitas. O tom realista e sombrio reforça sentimentos de desilusão e resignação, deixando claro que, para muitos, o crime é tanto uma escolha quanto uma consequência do meio, perpetuando um ciclo em que cada dia é apenas “mais um amanhã” igual ao anterior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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