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Boi De Carro E Alforria Ao Boi De Carro

Delmiro Barros

Empatia e crítica social em “Boi De Carro E Alforria Ao Boi De Carro”

A música “Boi De Carro E Alforria Ao Boi De Carro”, de Delmiro Barros, destaca-se por dar voz ao próprio boi, transformando-o em símbolo do trabalhador rural explorado e descartado após anos de serviço. O trecho “crauna falou o que ele me contou foi de cortar coração” mostra a personificação do animal e evidencia a crítica à ingratidão e ao abandono enfrentados por quem dedica a vida ao trabalho pesado no sertão, seja homem ou animal.

Delmiro Barros, conhecido por retratar o cotidiano sertanejo, utiliza a história do boi como metáfora para a situação dos trabalhadores rurais nordestinos. A letra narra o sofrimento diário – “Cortava meu corpo inteiro com um chicote de couro” – e o destino cruel de ser enviado ao matadouro na velhice, denunciando a falta de reconhecimento e compaixão. O ato de libertar o boi, “antes que a faca de aço cortasse seu 'cabelo'”, representa o desejo de justiça e dignidade. O apelo final – “Solte o boi velho pro pasto tire a canga do pescoço / Peso só da certo em moço e boi velho não pode mais” – reforça a necessidade de respeito ao ciclo da vida. Ao questionar “por que a justiça é lenta / Todo velho se aposenta e por que boi de carro não”, a música propõe uma reflexão sobre o valor da vida e o direito ao descanso, tanto para animais quanto para pessoas, reafirmando a sensibilidade e o olhar crítico de Delmiro Barros.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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